quinta-feira, 12 de maio de 2016

CONTO

NATAL NA BARCA

Lygia Fagundes Telles

Não quero nem devo lembrar aqui por que me encontrava naquela barca. Só sei que em redor tudo era silêncio e treva. E que me sentia bem naquela solidão. Na embarcação desconfortável, tosca, apenas quatro passageiros. Uma lanterna nos iluminava com sua luz vacilante: um velho, uma mulher com uma criança e eu.
O velho, um bêbado esfarrapado, deitara-se de comprido no banco, dirigira palavras amenas a um vizinho invisível e agora dormia. A mulher estava sentada entre nós, apertando nos braços a criança enrolada em panos. Era uma mulher jovem e pálida. O longo manto escuro que lhe cobria a cabeça dava-lhe o aspecto de uma figura antiga.
Pensei em falar-lhe assim que entrei na barca. Mas já devíamos estar quase no fim da viagem e até aquele instante não me ocorrera dizer-lhe qualquer palavra. Nem combinava mesmo com uma barca tão despojada, tão sem artifícios, a ociosidade de um diálogo. Estávamos sós. E o melhor ainda era não fazer nada, não dizer nada, apenas olhar o sulco negro que a embarcação ia fazendo no rio.
Debrucei-me na grade de madeira carcomida. Acendi um cigarro. Ali estávamos os quatro, silenciosos como mortos num antigo barco de mortos deslizando na escuridão. Contudo, estávamos vivos. E era Natal.
A caixa de fósforos escapou-me das mãos e quase resvalou para o. rio. Agachei-me para apanhá-la. Sentindo então alguns respingos no rosto, inclinei-me mais até mergulhar as pontas dos dedos na água.
— Tão gelada — estranhei, enxugando a mão.
— Mas de manhã é quente.
Voltei-me para a mulher que embalava a criança e me observava com um meio sorriso. Sentei-me no banco ao seu lado. Tinha belos olhos claros, extraordinariamente brilhantes. Reparei que suas roupas (pobres roupas puídas) tinham muito caráter, revestidas de uma certa dignidade.
— De manhã esse rio é quente — insistiu ela, me encarando.
— Quente?
— Quente e verde, tão verde que a primeira vez que lavei nele uma peça de roupa pensei que a roupa fosse sair esverdeada. É a primeira vez que vem por estas bandas?
Desviei o olhar para o chão de largas tábuas gastas. E respondi com uma outra pergunta:
— Mas a senhora mora aqui perto?
— Em Lucena. Já tomei esta barca não sei quantas vezes, mas não esperava que justamente hoje…
A criança agitou-se, choramingando. A mulher apertou-a mais contra o peito. Cobriu-lhe a cabeça com o xale e pôs-se a niná-la com um brando movimento de cadeira de balanço. Suas mãos destacavam-se exaltadas sobre o xale preto, mas o rosto era sereno.
— Seu filho?
— É. Está doente, vou ao especialista, o farmacêutico de Lucena achou que eu devia ver um médico hoje mesmo. Ainda ontem ele estava bem mas piorou de repente. Uma febre, só febre… Mas Deus não vai me abandonar.
— É o caçula?
Levantou a cabeça com energia. O queixo agudo era altivo mas o olhar tinha a expressão doce.
— É o único. O meu primeiro morreu o ano passado. Subiu no muro, estava brincando de mágico quando de repente avisou, vou voar! E atirou-se. A queda não foi grande, o muro não era alto, mas caiu de tal jeito… Tinha pouco mais de quatro anos.
Joguei o cigarro na direção do rio e o toco bateu na grade, voltou e veio rolando aceso pelo chão. Alcancei-o com a ponta do sapato e fiquei a esfregá-lo devagar. Era preciso desviar o assunto para aquele filho que estava ali, doente, embora. Mas vivo.
— E esse? Que idade tem?
— Vai completar um ano. — E, noutro tom, inclinando a cabeça para o ombro: — Era um menino tão alegre. Tinha verdadeira mania com mágicas. Claro que não saía nada, mas era muito engraçado… A última mágica que fez foi perfeita, vou voar! disse abrindo os braços. E voou.
Levantei-me. Eu queria ficar só naquela noite, sem lembranças, sem piedade. Mas os laços (os tais laços humanos) já ameaçavam me envolver. Conseguira evitá-los até aquele instante. E agora não tinha forças para rompê-los.
— Seu marido está à sua espera?
— Meu marido me abandonou.
Sentei-me e tive vontade de rir. Incrível. Fora uma loucura fazer a primeira pergunta porque agora não podia mais parar, ah! aquele sistema dos vasos comunicantes.
— Há muito tempo? Que seu marido…
— Faz uns seis meses. Vivíamos tão bem, mas tão bem. Foi quando ele encontrou por acaso essa antiga namorada, me falou nela fazendo uma brincadeira, a Bila enfeiou, sabe que de nós dois fui eu que acabei ficando mais bonito? Não tocou mais no assunto. Uma manhã ele se levantou como todas as manhãs, tomou café, leu o jornal, brincou com o menino e foi trabalhar. Antes de sair ainda fez assim com a mão, eu estava na cozinha lavando a louça e ele me deu um adeus através da tela de arame da porta, me lembro até que eu quis abrir a porta, não gosto de ver ninguém falar comigo com aquela tela no meio… Mas eu estava com a mão molhada. Recebi a carta de tardinha, ele mandou uma carta. Fui morar com minha mãe numa casa que alugamos perto da minha escolinha. Sou professora.
Olhei as nuvens tumultuadas que corriam na mesma direção do rio. Incrível. Ia contando as sucessivas desgraças com tamanha calma, num tom de quem relata fatos sem ter realmente participado deles. Como se não bastasse a pobreza que espiava pelos remendos da sua roupa, perdera o filhinho, o marido, via pairar uma sombra sobre o segundo filho que ninava nos braços. E ali estava sem a menor revolta, confiante. Apatia? Não, não podiam ser de uma apática aqueles olhos vivíssimos, aquelas mãos enérgicas. Inconsciência? Uma certa irritação me fez andar.
— A senhora é conformada.
— Tenho fé, dona. Deus nunca me abandonou.
— Deus — repeti vagamente.
— A senhora não acredita em Deus?
— Acredito — murmurei. E ao ouvir o som débil da minha afirmativa, sem saber por quê, perturbei-me. Agora entendia. Aí estava o segredo daquela segurança, daquela calma. Era a tal fé que removia montanhas…
Ela mudou a posição da criança, passando-a do ombro direito para o esquerdo. E começou com voz quente de paixão:
— Foi logo depois da morte do meu menino. Acordei uma noite tão desesperada que saí pela rua afora, enfiei um casaco e saí descalça e chorando feito louca, chamando por ele! Sentei num banco do jardim onde toda tarde ele ia brincar. E fiquei pedindo, pedindo com tamanha força, que ele, que gostava tanto de mágica, fizesse essa mágica de me aparecer só mais uma vez, não precisava ficar, se mostrasse só um instante, ao menos mais uma vez, só mais uma! Quando fiquei sem lágrimas, encostei a cabeça no banco e não sei como dormi. Então sonhei e no sonho Deus me apareceu, quer dizer, senti que ele pegava na minha mão com sua mão de luz. E vi o meu menino brincando com o Menino Jesus no jardim do Paraíso. Assim que ele me viu, parou de brincar e veio rindo ao meu encontro e me beijou tanto, tanto… Era tamanha sua alegria que acordei rindo também, com o sol batendo em mim.
Fiquei sem saber o que dizer. Esbocei um gesto e em seguida, apenas para fazer alguma coisa, levantei a ponta do xale que cobria a cabeça da criança. Deixei cair o xale novamente e voltei-me para o rio. O menino estava morto. Entrelacei as mãos para dominar o tremor que me sacudiu. Estava morto. A mãe continuava a niná-lo, apertando-o contra o peito. Mas ele estava morto.
Debrucei-me na grade da barca e respirei penosamente: era como se estivesse mergulhada até o pescoço naquela água. Senti que a mulher se agitou atrás de mim
— Estamos chegando — anunciou.
Apanhei depressa minha pasta. O importante agora era sair, fugir antes que ela descobrisse, correr para longe daquele horror. Diminuindo a marcha, a barca fazia uma larga curva antes de atracar. O bilheteiro apareceu e pôs-se a sacudir o velho que dormia:
– Chegamos!… Ei! chegamos!
Aproximei-me evitando encará-la.
— Acho melhor nos despedirmos aqui — disse atropeladamente, estendendo a mão.
Ela pareceu não notar meu gesto. Levantou-se e fez um movimento como se fosse apanhar a sacola. Ajudei-a, mas ao invés de apanhar a sacola que lhe estendi, antes mesmo que eu pudesse impedi-lo, afastou o xale que cobria a cabeça do filho.
— Acordou o dorminhoco! E olha aí, deve estar agora sem nenhuma febre.
— Acordou?!
Ela sorriu:
— Veja…
Inclinei-me. A criança abrira os olhos — aqueles olhos que eu vira cerrados tão definitivamente. E bocejava, esfregando a mãozinha na face corada. Fiquei olhando sem conseguir falar.
— Então, bom Natal! — disse ela, enfiando a sacola no braço.
Sob o manto preto, de pontas cruzadas e atiradas para trás, seu rosto resplandecia. Apertei-lhe a mão vigorosa e acompanhei-a com o olhar até que ela desapareceu na noite.
Conduzido pelo bilheteiro, o velho passou por mim retomando seu afetuoso diálogo com o vizinho invisível. Saí por último da barca. Duas vezes voltei-me ainda para ver o rio. E pude imaginá-lo como seria de manhã cedo: verde e quente. Verde e quente.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

AMBIGUIDADE


Textos com problemas de "referente"

TEXTO I



TEXTO II

Vai doer só um pouquinho 

- Vamos começar? 
- Não sei, estou com medo! 
- Medo de que? 
- Medo de doer. 
- Um dia você vai ter que deixar. 
- Acho que não. 
- Confie em mim. Eu vou devagar. 
- Como fico? 
- Nessa posição. 
- Assim? 
- Abra mais um pouco. 
- Ai, está doendo. 
- Agüenta firme, não posso parar 
- Não posso agüentar mais. 
- Abra mais. 
- Está doendo. 
- Vou tirar. 
- Que alívio! 
- Até que não fomos mal. 
- Ai, está sangrando. 
- Sempre sangra um pouco. 
- E se não parar? 
- Claro que pára. 
- Como você sabe? 
- Tenho experiência. 
- Está parando. 
- Não disse?! 
- Quando volto para arrancar o outro dente? 
REDAÇÃO

UNESP - 2016



Texto 1
Um dos traços característicos da vida moderna é oferecer inúmeras oportunidades de vermos (à distância, por meio de fotos e vídeos) horrores que acontecem no mundo inteiro. Mas o que a representação da crueldade provoca em nós? Nossa percepção do sofrimento humano terá sido desgastada pelo bombardeio diário dessas imagens?
Qual o sentido de se exibir essas fotos? Para despertar indignação? Para nos sentirmos “mal”, ou seja, para consternar e entristecer? Será mesmo necessário olhar para essas fotos? Tornamo-nos melhores por ver essas imagens? Será que elas, de fato, nos ensinam alguma coisa?
Muitos críticos argumentam que, em um mundo saturado de imagens, aquelas que deveriam ser importantes para nós têm seu efeito reduzido: tornamo-nos insensíveis. Inundados por imagens que, no passado, nos chocavam e causavam indignação, estamos perdendo a capacidade de nos sensibilizar. No fim, tais imagens apenas nos tornam um pouco menos capazes de sentir, de ter nossa consciência instigada.
(Susan Sontag. Diante da dor dos outros, 2003. Adaptado.)

Texto 2
Quantas imagens de crianças mortas você precisa ver antes de entender que matar crianças é errado? Eu pergunto isso porque as mídias sociais estão inundadas com o sangue de inocentes. Em algum momento, as mídiasterão de pensar cuidadosamente sobre a decisão de se publicar imagens como essas. No momento, há, no Twitter particularmente, incontáveis fotos de crianças mortas. Tais fotos são tuitadas e retuitadas para expressar o horror do que está acontecendo em várias partes do mundo. Isto é obsceno. Nenhuma dessas imagens me persuadiu a pensar diferentemente do modo como eu já pensava. Eu não preciso ver mais imagens de crianças mortas para querer um acordo político. Eu não preciso que você as tuite para me mostrar que você se importa.
Um pequeno cadáver não é um símbolo de consumo público.
(Suzanne Moore. “Compartilhar imagens de cadáveres nas mídias sociais não é o modo de se chegar a um cessar-fogo”. www.theguardian.com, 21.07.2014. Adaptado.)

Texto 3
A morbidez deve ser evitada a todo custo, mas imagens fotográficas chocantes que podem servir a propósitos humanitários e ajudar a manter vivos na memória coletiva horrores inomináveis (dificultando, com isso, a ocorrência de horrores similares) devem ser publicadas.
(Carlos Eduardo Lins da Silva. “Muito além de Aylan Kurdi”. http://observatoriodaimprensa.com.br, 08.09.2015. Adaptado.)

Texto 4
Diretor da ONG Human Rights Watch, Peter Bouckaert publicou em seu Twitter a foto do menino sírio de 3 anos que se afogou. Ele explicou sua decisão: “Alguns dizem que a imagem é muito ofensiva para ser divulgada. Mas ofensivo é aparecerem crianças afogadas em nossas praias quando muito mais pode ser feito para evitar suas mortes.”
(“Diretor de ONG explica publicação de foto de criança”. Folha de S.Paulo, 03.09.2015. Adaptado.)


Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva uma dissertação, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:

Publicação de imagens trágicas: banalização do sofrimento ou forma de sensibilização?

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Vídeo sobre o mesmo assunto. Vale conferir.

https://www.youtube.com/watch?v=Eu_FD-f6VKY

terça-feira, 3 de maio de 2016

REDAÇÃO

ENEM 2014


PROPOSTA DE REDAÇÃO 

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema Publicidade infantil em questão no Brasil, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. 

TEXTO I 

A aprovação, em abril de 2014, de uma resolução que considera abusiva a publicidade infantil, emitida pelo Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), deu início a um verdadeiro cabo de guerra envolvendo ONGs de defesa dos direitos das crianças e setores interessados na continuidade das propagandas dirigidas a esse público. Elogiada por pais, ativistas e entidades, a resolução estabelece como abusiva toda propaganda dirigida à criança que tem “a intenção de persuadi-la para o consumo de qualquer produto ou serviço” e que utilize aspectos como desenhos animados, bonecos, linguagem infantil, trilhas sonoras com temas infantis, oferta de prêmios, brindes ou artigos colecionáveis que tenham apelo às crianças. Ainda há dúvidas, porém, sobre como será a aplicação prática da resolução. E associações de anunciantes, emissoras, revistas e de empresas de licenciamento e fabricantes de produtos infantis criticam a medida e dizem não reconhecer a legitimidade constitucional do Conanda para legislar sobre publicidade e para impor a resolução tanto às famílias quanto ao mercado publicitário. Além disso, defendem que a autorregulamentação pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) já seria uma forma de controlar e evitar abusos. 
IDOETA, P. A.; BARBA, M. D. A publicidade infantil deve ser proibida? Disponível em: www.bbc.co.uk. Acesso em: 23 maio 2014 (adaptado).




TEXTO III 

Precisamos preparar a criança, desde pequena, para receber as informações do mundo exterior, para compreender o que está por trás da divulgação de produtos. Só assim ela se tornará o consumidor do futuro, aquele capaz de saber o que, como e por que comprar, ciente de suas reais necessidades e consciente de suas responsabilidades consigo mesma e com o mundo. 
SILVA, A. M. D.; VASCONCELOS, L. R. A criança e o marketing: informações essenciais para proteger as crianças dos apelos do marketing infantil. São Paulo: Summus, 2012 (adaptado). 

INSTRUÇÕES: ‡ 
O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado. 
A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção. Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que: ‡ 
fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo. ‡
apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos. ‡ 
apresentar parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto. 


Texto nota 1000

A publicidade infantil movimenta bilhões de dólares e é responsável por considerável aumento no número de vendas de produtos e serviços direcionados às crianças. No Brasil, o debate sobre a publicidade infantil representa uma questão que envolve interesses diversos. Nesse contexto, o governo deve regulamentar a veiculação e o conteúdo de campanhas publicitárias voltadas às crianças, pois, do contrário, elas podem ser prejudicadas em sua formação, com prejuízos físicos, psicológicos e emocionais.

Em primeiro lugar, nota-se que as propagandas voltadas ao público mais jovem podem influir nos hábitos alimentares, podendo alterar, consequentemente, o desenvolvimento físico e a saúde das crianças. Os brindes que acompanham as refeições infantis ofertados pelas grandes redes de lanchonetes, por exemplo, aumentam o consumo de alimentos muito calóricos e prejudiciais à saúde pelas crianças, interessadas nos prêmios. Esse aumento da ingestão de alimentos pouco saudáveis pode acarretar o surgimento precoce de doenças como a obesidade.

Em segundo lugar, observa-se que a publicidade infantil é um estímulo ao consumismo desde a mais tenra idade. O consumo de brinquedos e aparelhos eletrônicos modifica os hábitos comportamentais de muitas crianças que, para conseguir acompanhar as novas brincadeiras dos colegas, pedem presentes cada vez mais caros aos pais. Quando esses não podem compra-los, as crianças podem ser vítimas de piadas maldosas por parte dos outros, podendo também ser excluídas de determinados círculos de amizade, o que prejudica o desenvolvimento emocional e psicológico dela.

Em decorrência disso, cabe ao Governo Federal e ao terceiro setor a tarefa de reverter esse quadro. O terceiro setor – composto por associações que buscam se organizar para conseguir melhorias na sociedade – deve conscientizar, por meio de palestras e grupos de discussão, os pais e os familiares das crianças para que discutam com elas a respeito do consumismo e dos males disso. Por fim, o Estado deve regular os conteúdos veiculados nas campanhas publicitárias, para que essas não tentem convencer pessoas que ainda não têm o senso crítico desenvolvido. Além disso, ele deve multar as empresas publicitárias que não respeitarem suas determinações. Com esses atos, a publicidade infantil deixará de ser tão prejudicial e as crianças brasileiras poderão crescer e se desenvolver de forma mais saudável."

Disponível em http://g1.globo.com/educacao/enem/2015/noticia/2015/05/leia-redacoes-do-enem-que-tiraram-nota-maxima-no-exame-de-2014.html. Acesso em 03/05/2016.

SINTAXE

VOZES VERBAIS

Passe para a voz passiva analítica e sintética.

01. Os ladrões invadiram a cidade.

02. Pedro feriu o cachorro.

03. Os meninos admiravam o avião.

04. Os colegas estimavam Alfredo.

05. O homem feriu o ladrão.

06. Carlos plantou uma rosa.

07. Alice buscou as crianças.

08. A multidão aclamava a rainha.

09. Tu o acompanharás.

10. Expulsaram-no.

11. Gutenberg inventou a imprensa.

12. Eu o acompanharei.

13. O exército romano sitiava a cidade.

14. O lenhador derrubou a árvore.

15. Cortaram o cabelo da criança.

16. Praticaram ações humanitárias.

17. Meu irmão comprou aquela casa.

18. Amanhã eles trarão os discos.

19. O domador havia soltado o tigre.

2) Faça o mesmo no exercício anterior.

a)As meninas pediram a presença da diretora.
b)O médico cometeria um erro terrível.
c)Luzia ouviu o estrondo da bomba.
d)João trancou todos no quarto.
e)Todos leram o livro.
f)Marina rasgará a carta.
g)Minha vizinha comprará um televisor LCD.
h)Amélia contará muitas histórias.
i)Juvenal pescou um peixe enorme.
j)Grandes poetas escrevem poemas deliciosos.
k)A chuvarada molhou as plantas novas.
l)A polícia florestal prendeu caçadores de jacaré.
m)O mecânico desmontou o motor do carro.
n) Os alunos liam textos agradáveis.
o)O ser humano persegue a liberdade.
p)Os ladrões invadiram a cidade.
q)Pedro feriu o cachorro.
r)Os meninos admiram o avião.
s)Os alunos encontraram a nova professora.
t)O policial feriu o ladrão.
u)Carlos plantaria uma árvore.
v)Alice leva as crianças à escola.
w)O exército invadia a cidade.
x)O lenhador derrubara a árvore.
y)Meu irmão compraria aquela casa.
z)Amanhã eles trarão os discos.


3.Passe as frases abaixo para a voz ativa.

a) A ilha era habitada por pessoas extremamente pobres.
b) O pássaro triste fora engaiolado pelo caçador.
c) O carro fora levado pela enxurrada.
d) As encomendas seriam entregues pelo próprio diretor.
e) As casas eram alugadas pela imobiliária.
f) As roupas serão compradas por uma elegante senhora.
g) O touro foi morto pelos moradores em uma rua de Santa Catarina.

4) Faça o mesmo.

a) Uma pessoa foi atropelada por aquele ônibus.
b) Naquela tarde, o arquivo foi remexido pela empregada.
c) Júnior foi trancado no quarto pela mãe.
d) O jogador será homenageado pelos diretores.
e) Los Angeles foi destruída por um terremoto.
f) Muitos erros eram cometidos pelo treinador da seleção.
g) O verdadeiro motivo do crime seria descoberto pela imprensa e pela polícia.
h) Propagandas enganosas eram feitas por aquela empresa.
i) Várias aves exóticas foram criadas pelos ecologistas.
j) As provas serão analisadas pelos professores.
k) As testemunhas do crime são interrogadas pelos policiais.
l) As correspondências foram entregues pelo novo carteiro.
m) As crianças eram tratadas com respeito pelos professores.
n) Ele será acompanhado por mim.
o) O cachorro foi atropelado por um motorista irresponsável.
p) A bola foi desviada pelo goleiro.
q) As atividades são feitas diariamente pelos alunos.
r) O apartamento das gêmeas foi vendido pelo corretor.
s) A imprensa foi inventada por Gutemberg.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

SINTAXE 

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS

Exercícios – Identifique e classifique as orações subordinadas adverbiais abaixo.

1. Embora houvesse uma fresta, a escuridão pareceu-me total. (Jorge Luís Borges)
2. O cyberbullying é um problema crescente justamente porque os jovens usam cada vez mais a tecnologia.
3. Quanto mais conheço os ditadores, mais eu amo meu cachorro. (Zé Geraldo)
4. Se acaso me quiseres, sou dessas mulheres que só dizem sim. ("Folhetim" - Chico Buarque)
5. A fim de que todos participassem, o prazo de inscrição foi prorrogado.
6. A minh'alma chorou tanto que de pranto está vazia. (Milton Nascimento)
7. Segundo dizem os médicos, a atividade física deve ser sempre monitorada.
8. Quando tiver essa sensação de felicidade, não deixe ninguém arrancá-lo desse lugar.
9. Verdes mares que brilhais como líquida esmeralda aos raios do sol nascente. (José de Alencar)
10. Desde que o professor permita, você poderá realizar outro teste.
11.Ainda que eu salve o ratinho branco, outro terá de morrer em seu lugar. (GuimarãesRosa)
12. Conquanto tivesse dinheiro, mantinha sua vida pacata e humilde.
13. À medida que a ciência avança, nossa compreensão do universo se expande.
14. Quando levantei a cabeça, dei com a figura de Capitu diante de mim.  (Machado deAssis)
15. Visto que D. Glória concordara, ele começou a colocar em prática seu plano.
16. A pedreira erguia-se como um monstro iluminado na sua paz.  (Aluísio Azevedo)
17. Tenho de subornar um guarda para que liberte o ratinho branco da jaula da cascavel. (Guimarães Rosa)
18. Como tínhamos previsto, todos terminaram os testes no prazo adequado.
19. Ele se esforçou tanto que conseguiu passar em 3 vestibulares.
20. Se todos cooperarem, atingiremos nosso objetivo.
21. Iracema corria como a ema selvagem.
22. Quando cheguei ao apartamento, fui logo dormir.

2) Faça o mesmo.

  1. O tambor soa porque é oco.
  2. A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.
  3. Por mais que gritasse, não me ouviam.
  4. Se o conhecesses, não os condenarias.
  5. Vim hoje, conforme lhe prometi.
  6. Fazia tanto frio, que meus dedos estavam endurecidos.
  7. Aproximei-me a fim de que me ouvissem melhor.
  8. À medida que se vive, mais se aprende.
  9. Quando os tiranos caem, os povos se levantam.
  10. Ontem estive doente, de modo que não saí.
  11. Parou perplexo como se esperasse um guia.
  12. Não serás bom médico se não estudares muito.
  13. De tal sorte a cidade crescia, que não a reconhecia mais.
  14. Segundo opinam alguns, a história se repete.
  15.  Fiz-lhe sinal para que se calasse.
  16. As tuas lembranças voltam quando fica melancólica.
  17. Embora tivesse estudado, fui reprovado.
  18. À medida que subimos, o ar se rarefaz.
  19. Eles tinham tanta fome, que devoraram toda a comida.
  20. Se bem que eu não te julgue insensível à arte, admira-me ver-te assim.
  21. Antes que ele volte, resolva o problema.
  22. Como não me atendessem, repreendi-os severamente.
  23. Ama-se ou aborrece-se conforme o coração quer.
  24. Tudo lhe perdoarei, se me amar.
  25. Ainda que implores, não direi sim.
  26. Falou com tanta calma, que todos ficaram atônitos.
  27. Fizeste pouco de nós, porque estavas com a Mimi.
  28. Se bem que fosse caro, comprei o relógio.
  29. Era tão mentirosa, que mentia a si próprio.
  30. Quando a vejo, o coração bate mais forte.
  31. Tanto lutaste, que venceste afinal.
  32. Embora vaiado, ele continuou a sua explicação.
  33. Ainda que goste muito de ti, não posso acompanhar-te.
  34. Como não se incomoda, chamo-o pelos dois nomes.
  35. Desde que aceites as condições, lavrarei o contrato.
  36. Mal os avistou, pôs-se a correr.
  37. Gosto de contemplá-lo quando está zangado.
  38. O lavrador volta para casa quando o sol se põe.
  39. Não compareceu à reunião porque estava doente.
  40. Dirigia devagar a fim de que pudéssemos olhar a paisagem.
  41. Tudo saiu conforme o previsto.
  42. Iremos à praia amanhã, se fizer bom tempo.
  43. Conseguiu uma ótima classificação, embora não fosse inteligente.
  44. O investigador foi mais esperto que o ladrão.
  45. À medida que envelhecemos, adquirimos mais experiência.
  46. Estava tão frio que tremíamos.
  47. Não comprou o presente, porque o dinheiro estava escasso.
  48. Tal era a simpatia da recepcionista, que cativou a todos.
  49. Quando descreveres o quadrúpede, coloca entre ele alguns homens.
  50. Tudo aconteceu como prevíamos.
  51. As coisas raramente saem como planejamos.
  52. Consoante afirmam alguns, a história se repete.
  53. Ainda que implores, não te direi nada.
  54. Desce para que eu te abrace.
  55. Quando enferruja, o ferro aumenta de peso.
  56. Doente tem estado ela, desde que aqui chegou.